mais um mantra



Não sei se vem de aristóteles, não sei se é a minha alma, se é a letra... enfim, essa música trás energia em sua melodia.
Até mesmo que seja a primeira escuta, não há como não se envolver. Sem contar que a letra é perfeita. Já faz parte dos meus mantras!

Chapeuzinho vermelho




Nem chapéu vermelho Linda Perry usava, mas foi assim que por muito tempo chamei 4 non blondes, também né, um nome dessen não podia chamar de outra forma. Na verdade, a música que deveria estar aqui era What'up, mas esse clip é muito bom. Apesar da melancolia na letra, me identifico com ela, a edição e fotografia também me chamam atenção. Além de achar linda super estilosa e dona de uma voz espetacular, pena que só tenha esse cd!

A não tão má, mídia

Já não sou tão fã do capitalismo e muito menos defensora da televisão, aí paira em minhas mãos o artigo “Ilusão de massa, o papel da mídia no esporte”. É pedir para, mais uma vez, que eu externe minha revolta sobre a alienação humana e as irritantes manipulações desse complô chamado comunicação de massa. É uma pena não poder me referir nominalmente ao autor, já que o artigo não é assinado. Talvez pelos árduos pensamentos - que até eu achei exagerados, mas vamos por partes.

Ao falar de esportes, não há mente que não pense logo em futebol e os meus recentes anos de idade, lembram-me logo de toda a dedicação que as emissoras de televisão depositam neste segmento. Levando para os pensamentos midiáticos, são vários os benefícios que as empresam obtém em cima do consumo, não conseguindo desassociar os fatores políticos, econômicos e sociais ligados a uma partida de futebol. Deixemos de olhar para o esporte como “desenvolvimento físico, competição e regras definidas”, pois, a partir do momento que descobriram a produtiva sociedade entre empresas de mídia e empresas de bens e serviços que o esporte passou a ser muito mais que isso.

Muito bem pontuado pelo autor, as mídias são atualmente as principais fontes de produção e transmissão de formas simbólicas e construção de sentidos no mundo de hoje. Com visões mais profundas, o autor tira a olhar ingênuo posto em cima de uma transmissão para dizer que a mídia não influencia apenas na exibição dos jogos, mas na produção, transformação e ressignificação do esporte como um todo. Fato que não irá se resumir apenas ao futebol, transformação, produção e ressignificação sempre foram características de bastante domínio da mídia.

As visões de esporte imposta pela mídia podem se resumir em quatro pontos principais: Melhoria econômica, mudança social, projeção de uma falsa realidade e mudanças éticas. A mídia aliena a sociedade ao dizer que o esporte pode ser a “salvação” para os menos favorecidos, onde eles poderão ser tornar grandes “fenômenos”, ficarem ricos e famosos, mesmo não tendo – em sua situação atual - uma chuteira para jogar. Estes três primeiros aspectos resumem-se a ilusão de que os garotos são príncipes, que um belo dia uma fada irá aparecer e realizar todos os seus sonhos. Eu enquanto jornalista, defendo as reportagem de superação e defendendo a classe, digo que é do exercício do jornalismo noticiar fatos, por isso, se o repórter faz uma matéria contando a história de Ronaldinho gaúcho é porque é de interesse social saber de onde ele veio e quem ele é. E se existe o boato de que em toda partida de futebol há um “olheiro” a fim de lhe contratar não foram invenções da mídia e sim política de clubes para captar novos talentos. A mídia tem um controle sobre o consumo social, mas eles sempre partem da realidade, daquilo que é verdade.
Mas a mesma mídia que defende o real e não conta histórias de contos de fadas, cria uma projeção de “falsa” realidade, não vou negar. A necessidade de consumo que se criou em cima da televisão fez com que a nossa cultura fosse influenciada por ela, mais ainda, quando se trata de pessoas com pouco discernimento para fundamentar uma opinião sobre o que consumir. São pessoas que ditam suas escolhas a partir do que a televisão diz e por isso acabam vivendo uma realidade que não é a sua. Exemplo claro são pessoas que dependem do sinal de parabólica para assistirem televisão, que por não terem sinal local se tornam tricolor paulista, sem nunca ter pisado em São Paulo. Muitas vezes, se escondem no sertão do nordeste mas sabe todos os nomes de atores da globo e torce pro Internacional.

Essa falsa realidade é sim um das “ilusões de massa”, mas pior que ela são as mudanças éticas e o consumo capitalista que o futebol proporcionou. O conjunto de benefícios ambiciosos que se criou em cima do exercício do esporte é uma das principais razões da mídia ser vista como manipuladora. Pois a mídia exibe os jogadores, criando a imagem de sucesso, tornando-o um modelo, um exemplo a ser seguido pela sociedade – o que não deixa de ser verdade, apesar de, às vezes a mídia precipitar-se na hora de definir o status de um jogador. Os patrocinadores se utilizam desta imagem de sucesso para gerar o consumo de seus produtos na sociedade, onde a marca e nome de um artista são motivo de aumento nas vendas. “Aparentemente, todos lucram, todos ficam satisfeitos. A ética esportiva alterou-se do ideal de que “o importante é competir”. Transformou-se em um novo ideal em que ‘tão importante quanto vencer é ser conhecido, ser famoso, aparecer e lucrar’”.

O que acontece é que “a televisão multiplicou a plateia de milhares, para criar uma audiência e o mercado de milhões”. O que fez com que os capitalistas enxergassem o futebol como algo lucrativo. A mídia, por ser o meio mais viável em comunicação para muitos, tornou-se peça fundamental nesse negócio. Como no Brasil as emissoras são na verdade empresas de comunicação, o capital acaba falando mais alto que o social. Só não é justo que a mídia leve toda a culpa, quando na verdade o interesse econômico é quem gere toda essa manipulação. E por mais que as reportagens sejam “encomendas pagas” como o autor trata, o telejornalismo promove sim a objetividade, por enxergar o futebol como algo de interesse social. Tem a impressão que o autor não se trata de um jornalista, talvez se fosse, saberia que existe uma grande diferença entre uma transmissão de um jogo e uma matéria no jornal. Se as partidas se adaptam aos horários da mídia, foi porque as federações assim quiseram e se nós jornalistas exploram a imagem dos jogadores é porque o povo quer. Cabe ao povo escolher e entender a exploração que é feita em cima do seu consumo.

Por um mundo melhor

As vezes me pergunto se este é o caminho certo. Fracasso é uma palavra muito forte, mas dizer que é confortável, não é não! Nós humanos sempre buscamos a perfeição, o sentir-se completo, realizado, mas será que é o suficiente? Lógico que se tivesse a oportunidade não descartaria, mas ao mesmo tempo vem o velho, “e depois?” Será que a força é a mesma quando você se sente vencedor? A autossuficiência pode ser algo bossal, se não souber lidar com ela, mas a paz de espírito que a realização proporciona também é algo satisfatório.

Sempre trapaceei minha mente quando o assunto é a realização, das vezes que quase cheguei lá, não consegui a plena satisfação, sempre me faltou algo ou alguém. Por isso que não canso de esperar, queria poder provar dessa paz de espírito que deve ser sentir-se completo. Pôr a cabeça no travesseiro, como quem senta para vê um filme bonito e feliz, olhar ao seu redor e saber que não tem nada a desejar, tudo está do jeito que, nas limitações da existência, pode ser. Mesmo que você saiba que o mundo não anda bem, pelo menos você está e sabe que apesar de parecer egoísta, a sua felicidade pode contagiar o próximo e assim levar um pouco de felicidade a mais nessa roda viva que é a vida.

Talvez se as pessoas dessem menos audiência às coisas ruins e começassem a gastar suas energias com coisas construtivas e boas e ao invés de perder pensamentos em coisas maquiavélicas. Elas pudessem responder com carinho aos desconhecidos, dar um bom dia por desejar que o dia seja bom, não por que lhe ensinaram que é educado cumprimentar as pessoas. Apesar de ter origem no social, a nossa sociedade é egoísta, feita por pessoas que acham que seus problemas são maiores do que o de todo mundo. São pessoas que só porque não dormiu bem ou estar de TPM, que o dia está péssimo e tudo pode dar errado. Só que todos esquecem que o seu ódio e o seu amor vem de tudo que única e exclusivamente você produziu e por mais que sejamos donos de nossa mente, somos na verdade, submissos a ela.

Portanto, tudo aquilo que você produz em pensamento, se reflete - até de maneira intuitiva - no seu comportamento, por isso, controle seus pensamento e foque sua energia. Sem querer cair em ditados populares, olhe mais um pouco para o seu lado e lembre-se que a sua realização pode ser compartilhada, e que o mundo não se resume a você. Não estamos aqui a passeio, mas também não somos donos disso tudo. Antes de nós já havia a nossa mãe terra e todas essas energias que nos rege, não somos donos do mundo, apenas vivem nele.

Coajuvante

Parece que o meu lugar se tornou o epicentro de todos os terremotos. “Envelheci, dez anos ou mais nesse último mês” sempre me identifiquei com essa frase, mas a cada momento que me deparo com ela, dou conta que envelheço muito mais. Sem desejar, acabo precisando ser cada vez mais madura, me pergunto se tudo isso não é cedo. Ora, vi tudo desmoronar e por hora vejo a minha história ser vivida por quem eu nunca imaginei que seria.

Sendo mais inesperado do que a própria palavra pode ser. É quando o indestrutível passa a ser destruído, quando seu porto seguro passa a precisar de segurança, quando você se torna a única bandeira de paz no meio de uma terceira guerra mundial. E no meio disso você ainda passa a refletir sobre tudo aquilo que você pensava ter opinião formada, quando você deixa de ser você por causa dos problemas dos outros. Mas às vezes não é o seu ser, esse ainda está ali, totalmente envolvido pelo outro ser, mas quando começa a perceber que até os alicerces mais fortes desmoronam e por isso, rever seus conceitos. Não importa a quantidade de gesso que tenha, se amanhã for para cair, tudo irá cair. E ao sentir essa fragilidade, cada passo seu se torna mais reflexivo.

Ainda há muito que aprender, não estou nem na metade (da metade) dessa história, mas a cada curva, levo algo para mim. Tenho medo de envelhecer antes do tempo, de estar esquecendo algo ou de estar sobrecarregando a mente. Mas também não tenho onde encontrar respostas, Sigo abismada com a fragilidade das vidas, presa em pensamentos que me deixam cada vez mais introspectiva, calculando cada passo para não perder o meu caminho. E percebendo que muito gente não se dá conta dos grãos de areia que são perdidos de forma (muitas vezes) banal nessa enorme ampulheta que é a vida.

Mr. Boombastic

Shaggy, se fosse hoje, não escutaria, não que eu tenha escutado consciente há alguns muitos anos atrás. Mas cê sabe quando você escuta uma música e lembra de algo que já passou, que nem a sua mente consegue formar as cenas novamente de tanto tempo que faz. Isso acontece com Mr. Boombastic, não acho que meu irmão tenha sido fã do Shaggy, mas seu tempo nas paradas da MTV fez com que ele escutasse muito essa música. E por algum razão, ela consegue fazer parte da minha velha infância.