É na guerra que descobrimos
Sim, eu preciso falar
Porque amor é não pensa, amor é sentir.
Hoje eu descobrir que quando gosto de verdade, faço poesia. Faz-me lembrar Vinícius de Moraes, vários amores e o dobro de versos. Não estabelecendo uma comparação e sim, uma referência ainda não pensada. A verdade é que me apaixono fácil, não que eu não soubesse, mas hoje tenho certeza. Observo que os meus sentimentos nascem em textos, em frases soltas, algumas analogias poéticas e que de acordo com o amadurecimento, tornam-se poesia. Não que eu seja poeta, longe de mim, mas os meus textos se tornam mais filosóficos quando há amor em mim.
Ainda que nova, sinto que provei os vários lados do amor, daquele bobo ao mais avassalador. Fui do ápice da falta de limites, até o chão de ser deixada, depois que subi me prendi a sentimentos bobos e só depois de muito tempo, me entreguei novamente. Dessa vez eu provei o amor em seu estado puro e amável, foi quando vi que as pessoas ainda são capazes de amar sem pedir nada em troca, que cede com os olhos fechados, pelo simples prazer em amar alguém.
E hoje eu não amo ninguém, tenho pessoas potencionalmente amáveis, mas nada que me faça sentir o que já senti. Acho que é porque hoje penso demais, tudo que aconteceu foi indutivo, as vezes que amei e sofri não foram porque escolhi. Talvez amor e razão não combinem e enquanto eu pensar em amor, ele não irá existir. Porque amor é isso, é deixar entregar-se, é pensar no plural, é ocupar dois lugares no mundo. Porque amor é não pensa, amor é sentir.
As vezes penso ideias
Para cada segundo existente, uma ideia toma forma, na quantidade de gente no mundo, várias ideias podem nascer, morrer e crescer – com direito a reciclagem ou amadurecimento – antes de acabar este segundo. Mas afinal, de onde vêm as ideias? Minhas aulas de biologia e psicologia não responderam essa pergunta, até porque, pensamos mais no produto final do que na pré-criação de certos atos. E às vezes os pensamentos são tão automáticos que nem dá para justificar. Mas pare por um momento de ter ideias e passe a pensar nas ideias que podem estar existindo naquele momento, nunca consegui calcular, mas creio que podem ser muitas. Lembre quantas mentes brilhantes já passaram e passam por aqui, do acordar ao adormecer somos produtores de ideias.
Trocando a fórmula
Quando me mostraram a vida, esqueceram de dizer que nem tudo é tão normal quanto parece. Mesmo sem um mestre, sempre caminhei no lado do bom senso, no velho estilo “come queto” de ser, mas com pudor. Só que nem tudo é tão prático como vejo, as pessoas são muito complicadas! E aos vinte e dois anos vejo um medo, o de ser julgada. As pessoas complicam relações, situações de um modo que a minha “inocência” ou “praticidade” pode ser associada aquilo que não sou.
Ficar pra mim é uma passagem, não um estado civil. Amizades coloridas são amigos que se interessam não escracho. Sexo é prazer, não um ato recriminável. Mulheres são seres humanos evoluídos, não pizza congelada que mata a sua fome depois de uma balada. O amor é um sentimento bom, único e cultivável, não algo piegas e desnecessário.
Mas nem todos pensam assim, talvez só eu pensei assim! Talvez muitos me achem rodada ou um controle de videogame, mas ser fogosa é diferente de sair pegando geral. Já passei por muitos galhos, mas se rodei muito é porque ainda não achei alguém que preste ou que ache que eu presto. Já tive muitos namorados e poucos ficantes, nunca precisei de muito para iniciar um relacionamento por isso que não entendo o que está acontecendo. Esses tempos modernos me deixam na dúvida, o que afinal estou fazendo de errado? Preferia ficantes em outra época, naquele tempo em que ainda não me dava conta dos relacionamentos que me envolvia, do tempo que eu não pensava tanto.
Não, não sou daquelas que procura um marido ou que está correndo para o altar, nem penso nisso. A fórmula: me tratar bem, somado a ser interessante (para mim) e cuidar de mim já é o suficiente para que eu não olhe mais para os lados, mas agora já acho que ela não é a melhor. Talvez seja necessário algo mais direto e único, só que se nem ela anda funcionando, imagina se eu aumentar os critérios de seleção. Mas vou seguir os conselhos de amigos e mudar a forma de me relacionar com as pessoas, quem sabe até aceitar que posso ser uma cumbuca ou um papel filme de PVC - descartável e de fácil remoção.
Por um mundo melhor
As vezes me pergunto se este é o caminho certo. Fracasso é uma palavra muito forte, mas dizer que é confortável, não é não! Nós humanos sempre buscamos a perfeição, o sentir-se completo, realizado, mas será que é o suficiente? Lógico que se tivesse a oportunidade não descartaria, mas ao mesmo tempo vem o velho, “e depois?” Será que a força é a mesma quando você se sente vencedor? A autossuficiência pode ser algo bossal, se não souber lidar com ela, mas a paz de espírito que a realização proporciona também é algo satisfatório.
Talvez se as pessoas dessem menos audiência às coisas ruins e começassem a gastar suas energias com coisas construtivas e boas e ao invés de perder pensamentos em coisas maquiavélicas. Elas pudessem responder com carinho aos desconhecidos, dar um bom dia por desejar que o dia seja bom, não por que lhe ensinaram que é educado cumprimentar as pessoas. Apesar de ter origem no social, a nossa sociedade é egoísta, feita por pessoas que acham que seus problemas são maiores do que o de todo mundo. São pessoas que só porque não dormiu bem ou estar de TPM, que o dia está péssimo e tudo pode dar errado. Só que todos esquecem que o seu ódio e o seu amor vem de tudo que única e exclusivamente você produziu e por mais que sejamos donos de nossa mente, somos na verdade, submissos a ela.
Portanto, tudo aquilo que você produz em pensamento, se reflete - até de maneira intuitiva - no seu comportamento, por isso, controle seus pensamento e foque sua energia. Sem querer cair em ditados populares, olhe mais um pouco para o seu lado e lembre-se que a sua realização pode ser compartilhada, e que o mundo não se resume a você. Não estamos aqui a passeio, mas também não somos donos disso tudo. Antes de nós já havia a nossa mãe terra e todas essas energias que nos rege, não somos donos do mundo, apenas vivem nele.
De Sex Pistols à Beethoven
Posso dizer que passei por Charlie Brown Jr, Ratos de Porão, CPM22, Jota Quest, Planet Hemp, Garotos Podres, Nirvana, Blink 182, The Cure, Sepultura, Soufly, Bob Marley, Chico Science, Papa Roach, Thalma de Freitas, Júnior Barreto, Céu, Lula Côrtes, Chico César, Devotos, The Doors, Engenheiros do Hawaii, Nx Zero, Los Hermanos, Mestre Ambrósio, Comadre Florzinha e Ave Sangria. E digo que por causa deles consegui adicionar toda essa discografia ao meu repertório, mas adicionar a ela música instrumental e Beethoven é um tanto espantoso. Não que seja novidade aos meus ouvidos, Pink Floyd, Led Zeppelin ou Paul Simon, mas que eu nunca esperei enveredar por essas bandas, isso é! Conheço apenas de nome, - o que me faz sentir desentendida daquilo que mais entendo - nunca me interessei por bandas consagradas, não que seja ruim, mas por achar que existem várias bandas precisando de mais valorização do que estas.
Sempre estive envolvida por música e músicos, sei como é tornar uma banda famosa e gosto de vê uma banda subir nesse mercado tão descartável. Banda todo mundo pode ter, mas tirar um som massa e estabelecer-se na mídia é sempre mais complicado. Valorizo minha terra e meus conterrâneos, não vou deixar de ouvir o que está sendo criado aqui do lado pra ouvir músicos que nem mais vivos estão. Claro que você não vive sem clássicos, ninguém faz o futuro sem entender o passado, até porque nosso passado trás várias raridades e ideias geniais. Ninguém tira da minha cabeça que Tom Zé já fazia samples antes mesmo do sampler existir e se hoje ainda hoje pode ser difícil gravar um CD bom, imagina nos tempos passados.
Acredito que precisamos nos ouvir, saber o que acontece agora, poder dizer que cresceu junto com certas genialidades da música e valorizar aquilo que o país produz. Música são árvores, se você plantar direito e regar todos os dias, elas podem durar uma eternidade. Não deixe máquinas e vegetações importadas mudarem a sua vegetação, vivemos em um país fértil. Assim como a sua população, a nossa música pode ser diversificada. Ouvir música é mais que uma diversão, é remédio para a nossa alma, é amiga, é identificação. Aguce os seus ouvidos e perceba o quanto a música pode contribuir para a sua vida.